Chevrolet Corsa: 20 anos de Brasil – Jornal do Carro – José Antonio Leme

Popular revolucionou o mercado em 1994 e se transformou em um ícone do mercado nacional

 
 
 

 
 

José Antonio Leme

 

Compacto tinha motor 1.0 de 50 cv  - GM/Divulgação
GM/Divulgação
Compacto tinha motor 1.0 de 50 cv

 

Os 365 dias de 1994 reservariam muitos acontecimentos para o Brasil. O país assistiu perplexo à morte de Ayrton Senna, elegeu Fernando Henrique Cardoso à presidência da República e comemorou o tetracampeonato do Brasil no futebol. Além desses fatos, o País presenciou a chegada do Chevrolet Corsa, novo carro popular da GM.

À época, a montadora enfatizava o fato de que o carro era vendido aqui na mesma geração do oferecido na Europa, com atraso de apenas um ano. Inicialmente, o modelo tinha só a versão Wind com motor 1.0 a gasolina, que gerava 50 cv e trazia câmbio de cinco marchas. A carroceria era apenas a hatch de três portas.

O sucesso foi tanto que a GM teve de aumentar a produção do popular, a fim de evitar o ágio sobre o modelo, enquanto seu presidente vinha a público pedir para que os consumidores esperassem para comprá-lo.

Ainda em clima de festa, surge a versão GL, com motor 1.4 de 60 cv e, durante o Salão do Automóvel, a edição esportiva GSi, que trazia o 1.6 16V de 108 cv. Outras novidades desta série eram os freios a disco ventilados e o sistema de freios ABS.

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A FAMÍLIA CRESCE


 

Em 1995, uma “overdose” de Corsa tomaria o mercado, com a chega das versões picape, sedã e hatch de quatro portas, além do motor 1.6 de 92 cv. Em agosto de 1997, a montadora apresentava a opção com câmbio automático de quatro marchas para o três-volumes.

O Brasil perdia a chance de levar o penta na Copa da França, em 1998, mas o sedã passava a oferecer uma versão com motor 1.0 – batizada de Corsa Sedã Super.

Em 1999, vieram a primeira reestilização, um novo motor 1.0 – agora com 60 cv -, a versão perua (Corsa Wagon Super) e a extinção do propulsor 1.4. Resistindo intacto ao “bug” do milênio, em 2000, a família ficou completa, com o Corsa Furgão.

No ano de 2002, o Brasil finalmente conquista o sonhado quinto título mundial de futebol, enquanto o Corsa surge em nova geração, mais uma vez alinhada à vendida na Europa, mas agora com dois anos de atraso. As versões iniciais eram hatch e sedã.

Saia de cena também o motor 1.0 16V, para a chegada de um novo 1.0 8V de 71 cv, além do lançamento de um 1.8 8V de 102 cv. No ano seguinte, baseada na nova geração, chega ao mercado a picape Montana.

PRESENTE

Atualmente, o nome Corsa está aposentado no País, mas o carro continua presente na vida dos brasileiros. Da primeira geração, se mantém em produção apenas na versão sedã, agora chamada de Classic – e sobrevivendo até à obrigatoriedade do uso de air bags e ABS a partir deste ano.

Outro carro que carrega seu DNA foi o Agile, uma vez que o hatch é feito sobre uma versão modificada da plataforma do Corsa de 1994, assim como sua versão picape, a nova Montana.

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Branco ameaça prata e deixa carros coloridos mais longe das ruas

Leonardo Felix
Colaboração para o UOL, em São Paulo

 

Durante o Salão de Detroit, em janeiro, UOL Carros analisou as novas tendênciasglobais para pinturas automotivas e constatou que cores como vermelho e azul estão em alta, ainda que o branco prevaleça no mercado americano há oito anos, acompanhado de perto por preto, prata e cinza.

Influenciado por importados de luxo, como BMW e Mercedes — que valorizaram a “roupa branca” nos últimos anos como sinônimo de eficiência e consciência global –, o Brasil aderiu à moda e esta cor perdeu o estigma de “cor de táxi” (em São Paulo) ou de “geladeira sobre rodas”. Segundo relatórios das duas maiores fabricantes de tintas, Axalta e PPG, a cor ameaça a hegemonia do prata, vigente desde 2001.

No balanço da Axalta (antiga DuPont), o branco já tomou a liderança nas vendas de carros novos em 2013, com 29% do mercado, contra 25% do prata. Já os índices da PPG apontam o prata ainda à frente, com 33%, e o branco em segundo, com 29%. Nos dois rankings, preto e cinza completam o quarteto que monopoliza cerca de 80% dos emplacamentos no país.

CORES PREFERIDAS EM 2013

  • Fonte: rankings Axalta e PPG, Brasil.

Os índices não deixam mentir: o brasileiro ainda é muito conservador ao escolher a cor do carro. E não é mera questão de gosto pessoal. “Muitos consumidores ainda ficam preocupados com a perda de valor de revenda que cores excêntricas podem causar”, diz Tikashi Arita, gerente de negócios automotivos da Axalta.

Nem sempre foi assim: até o início dos anos 2000, era mais comum ver nas ruas modelos de cores como azul e verde. No decorrer dos anos 1990, o país chegou a encarar pequenas “febres” de determinados tons. “Na segunda metade daquela década, tivemos períodos de grande procura pelo vermelho e também pelo verde”, lembra Alex Amorim, gerente de cores e pigmentos da PPG.

Para Arita, as montadoras até estão dispostas a mudar o cenário atual e deixar as ruas mais coloridas, oferecendo opções diversificadas em suas paletas. Entretanto, o processo ainda tem “pouca representatividade” no cenário de curto prazo.

DESCARTÁVEIS
Se as cores alternativas são ignoradas na hora de comprar um carro zero, diretores de marketing pintam um mundo mais colorido ao lançar um modelo. Com as novas tecnologias disponíveis, é possível criar misturas de tintas cada vez mais criativas e chamativas, conforme se viu nos estandes do último Salão de Detroit, em janeiro.

 

DESTINOS DIFERENTES

  • Best Cars

    Chamativo, o laranja Flame foi usado pela Chevrolet para “bombar” o lançamento do Onix, e cumpriu sua missão com louvor; depois, caiu no esquecimento e já não faz mais parte da paleta de cores da marca

  • Murilo Góes/UOL

    A Fiat fez o mesmo ao lançar o Novo Uno, em 2010, porém com mais sucesso: o verde box chegou a concentrar 13% das vendas da versão Way e continua até hoje no catálogo, junto com o amarelo Citrus e o laranja Nemo

“O objetivo é mostrar um carro que chama a atenção e, ao mesmo tempo, usar uma cor que permita analisar todos os traços do veículo com clareza, algo nem sempre possível nas cores mais neutras”, disse a UOL Carros Paulo Madeira, assessor de produção da General Motors.

Daria até para vislumbrar as ruas brasileiras repletas de carros coloridos num futuro não muito distante — mas, passado o impacto do lançamento, as cores diferentes saem logo do catálogo.

Isso ocorreu recentemente com o laranja Flame do Chevrolet Onix, principal cor usada na apresentação do modelo, em outubro de 2012. Esse também deve ser o destino do marrom Cobre do novo Renault Logan, mostrado no final do ano passado. “Não há interesse da massa [de clientes] por essas cores. A participação delas é muito pequena no mercado”, aponta Arita, da Axalta.

É claro que há exceções. O Fiat Uno, por exemplo, começou a ser comercializado em 2010 e, desde então, várias cores pouco convencionais continuam no catálago, como o verde Box (na versão Way), o amarelo Citrus (Vivace, Attractive e Economy) e o laranja Nemo (Sporting) — todas conhecidas popularemente como cores “marca-texto”, em alusão às canetas de destaque. E vendem relativamente bem, com respectivas fatias de 6%, 4% e 4% em suas versões. “O verde chegou a concentrar 13% na época que o Way foi lançado”, informa a assessoria da montadora italiana.

Por isso, a paleta colorida segue viva e sem previsão de ser descontinuada. “Tudo depende da aceitação”, diz a Fiat.

NA REVENDA
Comprar um veículo com cor diferente tem prós e contras. Tudo depende da disposição do vendedor e do ânimo do comprador. Consultor de usados e seminovos em Osasco (SP), Felipe de Paula afirma que a loja já vendeu mais de uma dezena de Uno nas cores amarelo e verde só este mês, todos ano-modelo entre 2010 e 2012.

Ele afirmou que potenciais compradores podem resistir um pouco, mas que é possivel vender até com facilidade caso se saiba ressaltar as vantagens. “É questão de gosto, mas o valor do seguro, por exemplo, fica mais barato [porque as cores “normais” são mais visadas]. Se a pessoa enxergar esses detalhes, fica com o carro”, comentou.

A estudante Thábata Mascaro, de São Paulo (SP), adquiriu em 2009 um Vectra GT azul Arian, que vem tentando revender em sites especializados há dez dias. Longe de se arrepender da escolha, ela ressalta que o visual “exclusivo” ajuda a puxar o preço do carro para cima. “Comprei por ser mesmo uma cor diferente, e ela chama atenção na hora de vender. Já me ligaram umas dez pessoas interessadas e estou conseguindo negociar por um valor maior”, contou.

ALERTA VERMELHO
Excetuando casos isolados, é evidente que prata, branco, preto e cinza seguem dominando as ruas brasileiras. O grande — e único — candidato a furar essa “bolha” é o vermelho, que desde 2008 se consolidou como quinta cor preferida do brasileiro e já incomoda o quarto lugar do cinza. “A ascensão do vermelho tem muito a ver com o aumento da participação dos jovens e das mulheres no mercado”, crava Arita.

Mas será que essa cor terá força para se manter forte e crescer? As opiniões divergem. “Acredito que os tons vermelhos e alaranjados podem chegar a até 15% [do mercado] nos próximos anos”, diz Amorim, da PPG. “O vermelho tende a ficar estabilizado”, contrapôs o gerente da Axalta.

Ambos discordam também ao falar do azul: enquanto a Axalta aposta num crescimento até fatia próxima à do vermelho, a PPG crê que a participação deve continuar abaixo dos 5%. Para amarelo, marrom e verde, contudo, o prognóstico é o mesmo: pouca oferta, geralmente em modelos mais esportivos ou aventureiros.

EFEITOS DO TEMPO

  • Quantas cores você vê nos carros desta foto de 1970, na avenida Paulista, São Paulo (SP)?

  • E nesta outra imagem, já de 2014, captada na 23 de Maio, também em São Paulo?

A COR E O PREÇO
Existe ainda outro fator contrário à popularização de agumas cores: o preço. Enquanto as chamadas cores sólidas (na verdade, o melhor termo seria “uniformes” ou “lisas”), como preto, branco e vermelho, geralmente são de série e estão incluídas no valor do carro, outras opções (metálicas e perolizadas) são cobradas em separado.

Veja abaixo lista com algumas das cores alternativas oferecidas pelas dez principais montadoras do mercado brasileiro, em seus modelos de maior popularidade; ao lado, o preço cobrado pela inclusão de cada uma delas.

Vale a pena conferir também os nomes escolhidos para algumas delas:

CITROËN
+ Aircross: Hickory (marrom), 
R$ 1.190
+ C3 ou C3 Picasso: vermelho Rubi, R$ 1.190
+ C4 Lounge: azul Bourrasque: R$ 1.290
+ DS3: amarelo Pégase, de série
+ DS3: vermelho Erythrée: R$ 1.240

CHEVROLET
+ Agile: vermelho Chili,
 R$ 1.000
+ Camaro: amarelo Lemon Peel, de série
+ Cobalt: azul Macaw, R$ 1.125
+ Cruze: azul Macaw, de série
+ Onix: azul Sky, R$ 1.125
+ Prisma: cinza Sand, R$ 1.125
+ Sonic: vermelho Crystal Claret, de série

FIAT
+ Novo Palio: azul Cosmos, azul Trinidad ou vermelho Oppulance,
 R$ 1.062
+ Punto azul Maserati, R$ 1.155
+ Strada cinza Tellurium ou verde Savage, R$ 1.079
+ Uno: amarelo Citrus, verde Box, laranja Nemo ou amarelo Interlagos, de série

FORD
+ New Fiesta: azul California ou vermelho Vermont,
 R$ 1.270
+ Focus: azul Mônaco, R$ 1.285
+ EcoSport: laranja Savana, R$ 1.085
+ Fusion: azul Carmel, de série

HYUNDAI
+ HB20: azul Ocean,
 R$ 1.265

HONDA
+ Fit Twist: azul Denim,
 R$ 990

PEUGEOT
+ 208: marrom Dark Carmin,
 R$ 1.100

RENAULT
+ Clio: vermelho Fogo, 
R$ 995
+ Logan: marrom Cobre, R$ 1.050
+ Sandero Stepway: verde Amazônia, R$ 1.040
+ Duster: verde amazônia ou vermelho fogo, R$ 1.350
+ Fluence: azul Crepúsculo ou vermelho Fogo, de série

TOYOTA
+ Etios: azul lounge,
 de série
+ Etios Cross: amarelo Reggae, de série

VOLKSWAGEN
+ Take up!, move up! ou high up!: amarelo Saturno, R$ 1.550
+ Gol Track ou Rallye: amarelo Solaris, R$ 1.624
+ Gol Seleção: azul Boreal, R$ 1.056
+ Gol Rallye ou Voyage: vermelho Apple, R$ 1.108
+ Saveiro: amarelo Solaris, R$ 1.336
+ Fox ou Fox Seleção: azul Boreal: R$ 1.067
+ CrossFox: laranja Atacama, R$ 1.961
+ SpaceCross: azul Island, R$ 1.081
+ Jetta: azul Tempest ou marrom Toffee, R$ 1.067
+ Novo Golf: azul Pacific, R$ 981

Novas gerações de Chevrolet Silverado e GMC Sierra terão carroceria de alumínio20/02/2014 | Por: Dyogo Fagundes

A briga pelo posto de picape mais eficiente e tecnológica dos Estados Unidos promete ser bastante acirrada nos próximos anos. Depois da Ford apresentar ao público a novíssima F-150 com carroceria de alumínio, a General Motors se programa para trazer a mesma inovação as futuras gerações de Chevrolet Silverado e GMC Sierra. Detalhes sobre os planos da marca ainda são pouco conhecidos, mas sabe-se que empresas já estão sendo cotadas para fornecer as ligas metálicas.

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Conforme aponta a agência de notícias Reuters, a GM espera seguir os passos da Ford, principalmente pelos ganhos em eficiência energética. Isso porque a carroceria em alumínio proporciona reduções significativas de peso e, consequentemente, otimiza os índices de consumo de combustível. No caso da F-150, por exemplo, o “emagrecimento” chegou a 317 quilos, com consumo até 20% inferior. O lançamento das novas picapes, porém, deve demorar: está previsto apenas para 2019.

Automóveis podem ficar até 24,9% mais caros em 2014 Por Bárbara Ladeia – iG São Paulo

Pressão tributária e novos acessórios obrigatórios devem empurrar para cima o preço dos veículos. Em 2015, no entanto, tendência é de queda

A maior parte dos brasileiros pesquisa muito antes de partir para a decisão de comprar um carro. O investimento é alto e, por isso, tanto o modelo como o momento da compra precisam ser cuidadosamente escolhidos. Os preços variam mês a mês, é claro. No entanto, este ano os reajustes poderão ser maiores. A volta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), aobrigatoriedade do airbag e dos freios ABS e a correção da inflação poderão, na pior das hipóteses, provocar reajustes de até 24,9% no preço dos veículos.

Com sorte, serão poucos os veículos que vão sofrer simultaneamente com as três novidades do ano. Isso porque, já no ano passado, 60% dos modelos já saíam de fábrica com o airbag e os freios ABS – itens que se tornaram obrigatórios a partir deste ano para todos os veículos. 

Leia mais: Desoneração do IPI tirou R$ 23 bilhões de cidades e Estados

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), essa obrigatoriedade já adicionaria em torno de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil no preço dos veículos. No ano passado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, estimou que a decisão tornaria os veículos entre 5% e 8% mais caros.

VOLT

2013-chevrolet-volt-544-km-unica-carga-648x341Você pode andar centenas de quilômetros até o próximo abastecimento, produzindo energia com uma pequena quantidade de biocombustível, álcool ou gasolina. Mantenha o seu prazer de dirigir preservando o meio ambiente.

O Chevrolet Volt é um carro elétrico inovador que, além de preservar o planeta, oferece prazer ao dirigir.

O estilo do Chevrolet Volt traduz a modernidade e a sustentabilidade que marcará os automóveis e sua relação com as pessoas e a cidade de hoje em diante. Um pensamento direcionado para o futuro que está presente em cada linha, tanto no sentido estético quanto no funcional, em todos os detalhes do carro.

O Volt é um carro moderno, que apresenta um design arrojado e utiliza pouco ou nada de combustível. Um carro ecologicamente correto e com muito estilo.

Análise CARPLACE: Tracker dispara

O forte desempenho do Chevrolet Tracker e o pior desempenho histórico do Peugeot 3008 foram alguns dos destaques deste início de ano entre os SUVs/Crossovers. Confira agora as análises detalhadas em cada uma das três categorias.

CLASSE I

Vice-líder em dezembro, o Ford Ecosport começou 2014 ao emplacar 5.284 unidades e assegurar pouco mais de 600 unidades de vantagem sobre o primeiro no mês anterior, o Renault Duster (4.633), único do top 5 a crescer em relação ao início de 2013 (+25,4%).

O destaque absoluto, entretanto, foi o Chevrolet Tracker e suas 2.572 unidades, suficientes para colocá-lo no pódio pela primeira vez.

Menção honrosa também para o Suzuki Jimmy, que registrou seu novo recorde de vendas no país (213) e, de quebra, garantiu o maior crescimento dentre todos os concorrentes no período (+407,1%).

Com 16.341 emplacamentos, o segmento de SUVs/Crossovers de entrada cresceu 19,3% em relação a janeiro passado e quase 1% sobre o total de dezembro